Aldobarreto's Blog

Sempre zombei de todo pensador que não zombou de si mesmo

“Sempre zombei de todo pensador que não zombou de si mesmo”,
assim começa Nietzsche seu livro A Gaia Ciência.

A compreensão do mundo que nos cerca é uma busca incansável que começou com o florescer da consciência da humanidade. Tentar reconstruir uma história da ciência e tecnologia (C&T) e tentar entender o universo é uma característica que nos impulsiona desde a aurora dos tempos. Entender porque e como estamos aqui é uma caminhada sem fim.

O texto indicado rememora 20 anos de uma sociedade científica no Brasil com suas horas boas e suas dificuldades,

O autor do texto abaixo foi Secretário Geral e depois Vice-presidente na fundação da ANCIB a sociedade cientifica para a ciência da informação no Brasil, em 1989, foi o presidente da Associação por dois períodos de três anos de 1997 / 2003. Assim muito das situações colocadas no artigo estiveram para sua consideração e conclusão. As possíveis indicações críticas que existem obrigam o autor a criticar a si mesmo.

O artigo está, também, em
http://aldoibct.bighost.com.br/aldo%20ancib.pdf

Para a inclusão digital e distribuição mais equitativa da informação

” Acontece, não raro, que em artigos de jornais ou em ensaios universitários alguns autores, diante da nova era do computador e da Internet, se refiram à possível “morte dos livros”. Porém, se os livros estiverem em via de desaparecer, como ocorreu com os obeliscos ou com os tijolos de argila das civilizações antigas, não será esse um bom motivo para abolir as bibliotecas. Ao contrário, devem sobreviver como museus que guardam as descobertas do passado, assim como guardamos a Pedra de Rosetta num museu porque já não estamos acostumados a entalhar nossos documentos em superfícies minerais ” [1]

Uma nova tecnologia de leitura se insinua e agora pode ter havido o empurrão que faltava para que os livros digitais se popularizem em todo o mundo. A livraria virtual Amazon anunciou o lançamento da versão internacional do Kindle, aparelho de leitura digital que permite a compra de publicações para clientes com residência em mais de cem países do mundo inclusive o Brasil. Eles poderão ter acesso a um catálogo de 350 mil títulos digitais à venda.

O aparelho para leitura estará disponível para usuários brasileiros, também via acesso em rede 3G, a mesma da transferência de dados de celular em alta velocidade. Na prática a versão digital de um livro poderá ser transferida para o Kindle da praia, em um ônibus, em uma sala de leitura da biblioteca ou de qualquer lugar com cobertura 3G.

A livraria virtual, em questão, promete que todo livro impresso, em qualquer língua, estará disponível em menos de 60 segundos para qualquer parte do mundo. Entre as publicações da América do Sul, o jornal O GLOBO foi a primeira a anunciar uma versão para o Kindle já a venda na Amazon. Editoras de livros também já começam a contratar. A Ediouro explica que, a partir de novembro, todas suas obras publicadas terão um corresponndente digita.

O Globo já está à venda no site da Amazon, ao lado de periódicos de outros países, como os americanos “New York Times” e “Washington Post”, o inglês “Financial Times”, o espanhol “El País” O Globo quer manter uma postura de inovação para caracterizar seus produtos.

Fonte: O Globo de 08/10/200, Edição impressa,Caderno Economia.

[1] Umberto Eco, Muito Além da Internet,
http://www.ofaj.com.br/textos_conteudo.php?cod=16
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Nota da Lista:

A vinda do livro eletrônico não significa que o livro tradicional em papel acabará. O livro convencional existira, ainda, por muitos anos, até findar em um outro tipo de instituição como indicado por Umberto Eco no trecho que abre esta postagem. Mas todos aqueles que tratam com a informação em uma condição profissional não podem, por uma questão de afetividade ao veículo, ignorar uma nova tecnologia. É sabido que a tecnologia estabelecida lutará muito para continuar monopolista e fechar o mercado para a técnica emergente. Acontece com todas a inovações e em todos os campos.

O que não se pode negar é a necessidade de se examinar e a possibilidade de aceitar uma inovação que traz uma enorme sedução de inclusão digital e distribuição mais equitativa da informação. Quem visitar o Site da AMAZON verá que a “Encyclopedia of Library and Information Sciences, Third Edition, (Mar 1, 2009) by Marcia J. Bates and Mary Niles Maack” esta sendo comercializada em papel por $3,000.00 dólares americanos e via digital através do Kindle por $375 dólares americanos, cerca de um décimo do preço em papel.

A questão da Informação

Associada ao conceito de ordem e de redução de incerteza, a informação está identificada com a organização de sistemas de armazenamento e transferência. Aqui estamos limitados à observação e discussão de características e qualidades referentes ao fenômeno da informação entre seres humanos. Indivíduos habitando um determinado espaço social, político e econômico, em que existe uma fonte geradora de informação, um canal de transferência e um destinatário de uma mensagem com condições semânticas.

Nesse sentido, tem-se procurado caracterizar a essência do fenômeno da informação como a adequação de um processo de comunicação que se efetiva entre o emissor e o receptor da mensagem. Assim, as diversas maneiras encontradas para definir a informação tendem a se localizar ou no começo ou e no fim do processo de sua transferência. Quando colocadas no começo estas definições tem o caráter determinista de eventos que se sucedem tecnicamente. Colocadas no final concordam com a existência de uma condição de competência cognitiva do receptor.

A produção da informação, definida por nós como estruturas significantes com intenção de gerar conhecimento, operacionaliza-se através de práticas bem definidas e se apóia em um processo de transformação orientado por uma racionalidade técnica. Os produtores agregam informação para a formar e manipular estoques. Assim, quem detém a propriedade dos estoques de informação determina sua distribuição e condiciona, potencialmente, a produção do conhecimento. Os produtores de informação não podem dizer ao indivíduo o que pensar, mas podem induzir sobre o que pensar.

Considerando, porém, o volume e a estrutura dos estoques de informações disponíveis, a transferência de informação poderia efetuar-se, do ponto de vista do controlador, de acordo com três estratégias: uma estratégia que procura atingir e criar grandes grupos homogêneos de receptores; outra que procure identificar interesse e necessidades comuns em grupos diferenciados; e, finalmente, uma estratégia em que a disseminação da informação privilegie uma elite informacional.

A transferência é elitista, quando é dirigida para um número de receptores com acesso à uma informação que é, restrita aos demais grupos, até porque este grupo de elite possui, além das competências dos grupos anteriores, características políticas e econômicas, que permitem assegurar e manter o acesso privilegiado à determinada informação.

Em uma relação temporal, um núcleo de informação pode ser visto como uma partícula, que vai formar estoque e associa-se ao tempo calendário, dos fatos ocorridos cronologicamente. Aqui a informação acumula-se em estoques com formação contínua, e agrega-se em uma estrutura ou repositório fixo.

O volume e o crescimento destes estoques são diretamente proporcionais ao tempo linear. Contudo, estes estoques formam ondas de informação para atingir o homem e cumprir a sua missão de transformar partículas de informação em ondas de conhecimento. O tempo em que se opera a reflexão consciente para a assimilação de informação não é, contudo, o tempo linear dos estoques de informação. O homem que reflete para assimilar a informação, está colocado entre o passado e o futuro, em um ponto imaginário do presente que se repete, quotidianamente como uma linha que une passado e futuro.

No setor de informação, a oferta e a demanda não se equilibram da mesma forma que nos mercados tradicionais. No âmbito das trocas de informação é a oferta que cria a demanda por informação. No contexto de um possível mercado, os produtos de informação são responsáveis pela oferta global de informação que, depois, definirá a demanda em seus diferentes níveis. A demanda de informação é fragmentada e fragilizada social e economicamente em micronúcleos diferenciados até em sua competência para decodificar a escrita em uma base da informação.

O produtor de informação decide sobre a oferta dos itens de informação estocados e quais as estratégias para sua distribuição à sociedade. Decide, ainda, sobre o “empacotamento” tecnológico para esta distribuição. Alguns destes pacotes, ou canais de distribuição, são tão intensivos em tecnologia emergente que se confundem com o próprio conteúdo da narrativa, quando o canal é mais valorizado que o documento.

O produtor de informação tem condições de manipular a disponibilidade e o acesso à informação. Contudo, não pode determinar o seu uso e, principalmente, a assimilação que produz o conhecimento. No mundo da produção e distribuição da informação, a oferta pode criar demanda, mas não pode transformar esta demanda em ação dinâmica e diferenciadora, que através da assimilação gera conhecimento e promove o desenvolvimento, destino final da informação como fenômeno cognoscível.

Assim grande parte dos estoques estáticos de informação transforma-se em discursos de informação, apenas uma manifestação de interesse formalmente elaborada. O discurso da informação, independentemente da sua vestimenta tecnológica e de seu poder de convencimento é só uma promessa de verdade. O discurso somente particulariza uma informação estocada não a coloca no fluxo. Esta só possui o poder de ação quando adquire a condição de mensagem, com intenção específica e assimilação possível.

Como ação, a informação transforma-se em atitude com vigor e dinâmica para se realizar na realidade ao modificá-la de acordo com a sua intenção. Discursos de informação não traduzidos e não assimilados formam os excedentes nos estoques em poder dos produtores, excedentes estes que não criam riqueza em forma de conhecimento e acarretam apenas um elevado custo social pela manutenção de excedentes nunca utilizados.
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Obs.: Resumo do artigo: “A Questão da Informação” publicado na Revista São Paulo em Perspectiva volume 8 numero 4 de 1994, há quinze anos. Disponível, ainda, em
http://aldoibct.bighost.com.br/quest/quest2.pdf

O que é velho e bom sempre volta

A produção mundial de trabalhos científicos é um assunto que vem merecendo a atenção de vários estudiosos, principalmente em países onde a ciência e a tecnologia estão em desenvolvimento acelerado. Esta produção tem sido observada através de análises bibliométricas em áreas específicas do conhecimento humano onde se pode observar um aumento, decréscimo ou estabilidade na produção de trabalhos e no número de pesquisadores cm determinado assunto e outras inferências. [3]

A Revista SCIENCE em trabalho, publicado na edição desta sexta-feira (25/9/2009) indica que aspectos das ações humanas podem ser modelados para analisar padrões de comunicação científica. No artigo foram analisados os padrões de correspondência de 16 escritores, políticos, celebridades históricas e cientistas, entre os quais Albert Einsten. O grupo identificou uma “universalidade”, ou seja, um padrão que permeia tanto as cartas escritas como a mais nova forma de comunicação do e-mail.O trabalho atual indica que aspectos das ações humanas podem ser modelados. Da mesma forma que um autor de um blog pode esperar um aumento em sua correspondência eletrônica depois que seu e-mail for divulgado na Internet, Einstein passou a receber muito mais cartas depois que publicou a Teoria da Relatividade, em 1919, como se acontecesse uma epidemia bibliográfica.

O trabalho, publicado na revista Science neste final de setembro de 2009 lembra muito as idéias de William GOFFMAN publicadas no século passado há cerca de 50 anos atrás.

Em 1964, há quarenta e cinco anos atrás a conhecida teoria de WILLIAN GOFFMAN mostra que o processo pelo qual as idéias são difundidas dentro em uma determinada população de cientistas possui propriedades epidemiológicas, podendo ser investigados como um processo epidêmico. Sua teoria é, pois, uma analogia entre a transmissão de uma idéia e a difusão de uma idéia. As idéias são transmitidas de um indivíduo a outro, dentro de uma população, através do contato social previsível.

A abordagem de GOFFMAN para o estudo do crescimento de uma literatura foi feita utilizando um modelo matemático que é composto de uma população e de uma infecção bibliografica, em um tempo determinado. O processo identifica as analogias entre a transmissão de uma doença e a difusão de idéias, através da utilização de um modelo matemático determinístico, utilizando um sistema de equações diferenciais.

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Fontes: Agência FAPESP, O artigo “On universality in human correspondence activity ” nota “Prevendo o imprevisível de 2009” , pode ser lido por assinantes pagos da Science em http://www.sciencemag.org ou texto em
http://www.agencia.fapesp.br/materia/11120/prevendo-o-imprevisivel.htm

2) GOFFMAN, W, & NEWILL, V. A, Generalization of Epidemic, Theory; An Application to the transmission of Ideas. Nature, London,204(4966) : 225-8, Oct. 17, 1964.

3) Processo de Crescimento Epidemológico Aplicado à Literatura,Paulo da Terra Caldeira http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/viewFile/1609/1221

A PRIMEIRA BIBLIOGRAFIA

A PRIMEIRA BIBLIOGRAFIA

A palavra bibliografia foi usada por escritores gregos nos primeiros três anos depois de Cristo para indicar os livros copiados pelos copistas. A palavra no início significava a atividade intelectual de criar livros. A partir do século 17 veio sua significação atual como a atividade de descrever livros e outros meios. (Blum, Rudolf. Bibliographia, an inquiry into its definition and designations. Translated by Mathilde V. Rovelstad. Chicago, Ill.: American Library Association ; Folkestone, Kent, England: Dawson, 1980. p. 12)

Contudo,

O “Liber de scritoribus ecclesiasticis” que foi publicado em 1494 por Johannes Tritheim que viveu entre 1462-1516 lista 100 autores eclesiásticos em ordem cronológica o que é considerado o primeiro trabalho bibliográfico impresso. (Goggle it)

Johannes Trithemius: Liber de scriptoribus ecclesiasticis Basel : Amerbach 1494 (MGH-Bibliothek 4° Ca 90200 )

veja os detalhes em

(Encyclopedia of library and information science, Volume 1 Por Miriam A. Drake, página 280 e seguintes )

Indicadores de Ciência e Tecnologia e Inovação

A Secretaria Executiva do Ministério da Ciência e Tecnologia re estabeleceu em 2006 uma Comissão Permanente de Indicadores de Ciência e Tecnologia que assessora o ministério em mecanismos de coleta e análise de dados nacionais de ciência e tecnologia . Uma decisão sobre esta questão foi publicada no Diário Oficial da União de 20/2/2006.

A então comissão criada em 2003, queria assessorar o MCT no desenvolvimento e aperfeiçoamento dos indicadores, métodos e mecanismos de coleta, análise e divulgação dos dados nacionais de ciência e tecnologia.

A portaria do MCT de 2006 aumenta o número de membros da comissão e designa a Coordenação-Geral de Indicadores, da Secretaria Executiva do MCT, para coordenar e apoiar as reuniões. (Fonte – agência Fapesp em 22/02/2006) O Ibict participava da Comissão 2006 e pode apresentar a sua experiência ao longo de 36 anos de vivência com o assunto de Indicadores em C&T.

A preocupação com estatísticas do setor de informação em ciência e tecnologia teve início no Ibict a partir de 1974, com a consultoria dada ao então IBBD pelo professor Frank Richard Pfepsch (se pronuncia Féti), da Universidade de Hildelberg na Alemanha , enviado ao Brasil pela Unesco para sugerir um sistema de estatística para ciência e tecnologia.

A preocupação da Unesco certamente estava influenciada pela publicação, em 1972, do Science Indicators, produzido pelo National Science Board, dos Estados Unidos, e a sua utilização como instrumento vital de planejamento cientifico e tecnológico. A missão do professor Pfepsch para instituir indicadores no Brasil , contudo, não produziu a conscientização necessária para que sua proposta fosse desenvolvida.

Os estudos de levantamento de indicadores, em ciência e tecnologia, voltariam a se manifestar, no IBICT em 1978, com a criação, naquela casa de uma Divisão de Estudos e Projetos para cuidar principalmente de um Projeto Institucional para Indicadores que foi liderado com assessoria do professor Wilfrid Lancaster, da Universidade de IlIinois, USA , que esteve no Brasil por cerca de 6 vezes deixando farto material sobre o assunto.

O professor Lancaster produziu um documento discriminando os indicadores e um plano para coleta de dados. Foi elaborado um teste piloto para formar um grupo de indicadores e os resultados foram apresentados ao IBICT em 1979, em quatro relatórios de final da consultoria de pesquisa.

Indicava, então, o Professor americano a necessidade de se caracterizar a infra-estrutura das atividades de informação científica e tecnológica, como sendo uma necessidade básica para a formulação de planos, projetos e de políticas para o setor. Os estudos de Lancaster pretendiam fornecer dados e informações sobre:

1 – fontes geradoras de informação científica e tecnológica no País;
2 – consumidores, efetivos e potenciais de informação científica e tecnológica no País;

Foram desenvolvidos seis grupos de indicadores, cada um deles desdobrados em vária medidas específicas:

1 – Indicadores das Atividades em Pesquisa e Desenvolvimento
2 – Indicadores das Publicações Primárias
3 – Indicadores da Cobertura em Publicações Secundárias
4 – Indicadores da Distribuição Secundária
5 – Indicadores de Assimilação da Informação
6 – Indicadores de Transferência de Tecnologia e Inovação

Como os relatórios de planejamento e implantação foram realizados em 1970 a Internet , seus arquivos e fluxos não foram incluídos mas de qualquer forma o projeto nunca foi implantado. O impasse que se repetia é que não haviam serie significativas de estatísticas primárias já coletadas pelo orgão próprio para este serviço. Estes dados teriam que ser coletados.

Estatisticas primárias são definidas como dados iniciais de uma atividade (setor) adquiridos pela contagem em campo e obtidos a partir de respostas a questionários colocados diretamente em organizações e com os cidadãos sobre um tópico específico. Já indicadores são informações elaboradas a partir destas estatísticas primárias geralmente, pela agregação ou seu relacionamento. Só existem com validade se apoiado em dados corretamente coletados de forma primária.

Em continuação a história da coisa um novo consultor da Unesco, foi indicado e operou junto ao IBICT durante os anos de 1982,1983 e 1984, apresentando uma proposta para criação do Sistema de Informação Sobre o Setor de Informação chamado de Projeto SISSI (Memoria Técnica do IBICT; MT/0606 ) compreensivo e de elaboração dedicada um farto material foi deixado pelo consultor mas o projeto, também, não foi implantado.

Finalmente, em 1986 começou a ser desenvolvido no Ibict, uma nova consultoria com consultor internacional Projeto SISCT – Sistema de Informação sobre o Setor de Informação em Ciência e Tecnologia ( Memoria Tecnica do IBICT ; MT/0586 ) As experiências passadas foram analisadas, mas este projeto também findou sem resultados.

Basicamente a não realização dos projetos tinham a mesma razão. Como se configurou acima não existiam estatísticas primarias e o elevado custo de coletar Institucionalmente estes dados e de sua manutenção em bases anuais impedia sua realização.

Notas:

1 – O histórico dos Projetos de Indicadores foi publicado como O Conhecimento do Setor de Informação na Revista De Biblioteconomia de Brasilia, volume 16, n° 1, ano 1988 página 55.

Esta postagem foi realizada em primeira vez em 22 Feb 2006.

AAB