A formação de um “Universo semântico” por Aldo Barreto

A formação de um “Universo semântico”

por Aldo Barreto

Contextos

Se bem definidos norteiam todo o pensamento sobre o objeto a ser olhado. Orientam  o contar das historia e o seu núcleo temático.  Contexto – tudo que estando fora do nosso foco principal exerce influencia na sua formação e funcionamento

 

 

Ciência da informação

– Contexto –  segunda guerra 1945 em diante

-Vannevar bush –  trabalho com Roosevel

– 1945 –  As we may think Mendel e a as leis da genética

– 1946  Royal Empire Scientific conferente

– 1948 Royal Society  Scientific information conference

– 1950   IIS 350 cientistas de todo o mundo

– 1958  _ programa da City em ciência da informação

– Brasil  –  Lidya Sambaqui FGV, DASP, UNESCO, Getulio è 1954   IBBD – IBICT  1976

– Celia Zaher – Cursos 1956   Curso de Especialização

– Mestrado  1964

– doutorado 1986 linha pesquisa eco linguagem informação

– doutorado autônomo – 1992 responsáveis Professor Camarinha (eco) Aldo A Barreto (ibict)

Sociabilidade – Para que um  espaço de sociabilidade ganhe vida é necessário que as partes envolvidas estejam em processo de interação se tornem cúmplices ente si. A priori, esta cumplicidade é manifestada pela maneira maneira com que as pessoas se relacionam entre em um espaço de convivência.. Um forte indício da formação destes microgrupos sociais e a formação da convivência com redes de estimas cujos participantes tendo  afinidades entre si e que frequentam periodicamente o mesmo espaço de interatividade para atos e troca de informação.

Um sistema é um conjunto de elementos interagentes e interdependentes que, conjuntamente, formam um todo unitário com determinado objetivo e efetuam determinada função.Só existe como um todo e suas características não existem em cada parte isoladamente. Como um documento fechado que só existe naquele formato e pela soma das palavras que  ele contem.

 

Rede não tem interior ou exterior pautado por um formato. Pode ser finito ou de infinitas linkagens e em ambos os casos, considerando que cada um dos elos de sua formação pode ser ligado a qualquer outro, o seu próprio processo de conexão é um contínuo processo de correção das conexões. É sempre ilimitado pois a sua estrutura fica diferente da estrutura  que era um momento antes e cada vez se pode percorre-lo segundo linhas diferentes.  É o labirinto dos estoques digitais de informação, dos documentos abertos tipo hipertexto, onde os textos entrelaçados não respondem, apontam e o fazem sem uma definição estrita como um um percurso de passos delirantes, sem destino certo ou explicações fáceis. Como o documento rede o imaginário do leitor é livre para traçar suas idéias.

Pensamento selvagem: selvagem o que nasce e desenvolve de forma arrebatada e com a ferocidade da liberdade do não foi contido pelo controle das regras formais de um pensar estabelecido; um pensamento ainda não domado ou domesticado por ideologias estabelecidas

Estrutura de informação: formato  e qualidade dos códigos que configuram a informação em uma base que lhe serve de suporte com elementos, que adquirem sentido apenas enquanto fazendo parte de um conjunto simbolicamente significante

A tecnologia da informação o um conjunto de todas as recursos tecnológicos, atividades e soluções dedicados à geração, aos eventos relacionados a estocagem, recuperação e distribuição da informação para uso, bem como o modo de como esses recursos estão organizados em uma  condição capaz de executar este conjunto de tarefas.

Lexias (de Barthes)  indicadas como os locais do texto em que o conteúdo das palavras entra em terremotos de significação; também apontadas como fragmentos do texto que caracterizam uma unidade de leitura, um corte completamente arbitrário sem qualquer responsabilidade metodológica. A lexia é o envelope de um volume semântico, a voz do texto tutor, a linha saliente de um texto plural. O texto tutor seja ele o primeiro ou um dos seus muitos elos será sempre quebrado, interrompido em total desrespeito por suas divisões naturais; “o trabalho do “texto superposto”, do momento que se subtrai toda a ideologia de totalidade consiste precisamente em maltratar o texto, em cortar-lhe a palavra”

Enunciados, parte de um discurso associado ao contexto em que é lançado. Uma estrutura simbolicamente significante que adia o significado uma escrita conversacional potencial em realização.

Tensão cognitiva,  representa o estresse provocado pelo exame  de uma grande quantidade de informação e o tempo necessário para sua avaliação e potencial interiorização.  Quando a informação  é apresentada de maneira visualmente destinada a percepção na estrutura gráfica que permite a visualização amigável o esforço cognitivo é diminuído para o receptor, no processo de julgamento e decodificação. Uma tranquilidade cognitiva permite o receptor lidar com o viés relevante da informação, pois a sensação da percepção pode transmitida visualmente.

Assimilação da informação,  misto de sensibilidade e percepção é apropriação,  na assimilação o receptor aceita a informação como tal , e  esta atua para alterar o seu estoque de saber por acréscimo, por modificação ou sedimentação de saber já  estocado.

Estoques de informação,  conjunto de itens de informação agregados segundo critérios de interesse de uma comunidade informacional.

Estrutura da informação],: forma de organização de elementos, onde estes adquirem  sentido apenas enquanto fazendo parte de um conjunto com sentido de ordenação lógica e racionalidade. Base de uma inscrição de informação.

Conhecimento : é organizado em estruturas mentais por meio das quais o sujeito assimila o meio (informação). Conhecer é um ato de interpretação, uma assimilação do objeto (informação) pelas estruturas mentais do sujeito. Estruturas mentais não são pré-formadas no sentido de serem programadas nos genes. As estruturas mentais são construídas pelo sujeito sensível, que percebe o meio. A geração de conhecimento é uma reconstrução das estruturas mentais do indivíduo através de sua competência cognitiva, ou seja, uma modificação em seu estoque mental de saber acumulado, resultante de uma interação com uma informação.

O lugar do conhecimento, quando falamos dos estoques de informação poderíamos dizer que, este é um dos artefatos com que operam o processo de informação/conhecimento: a posse e a distribuição dos estoques de informação. Estes estoques estáticos de informação não geram conhecimento. Existem como possibilidade, como potência da condição de gerar conhecimento. Para que o conhecimento opere é necessário uma transferência desta informação para a realidade dos receptores e uma conjuntura favorável de apropriação desta informação pelo individuo. Na solidão da assimilação o receptor é uno e a apropriação da informação é dele, de mais ninguém.    A assimilação da informação é a finalização de um processo de aceitação da informação que transcende sua comunicação e o seu uso, um ato de apropriação. O conhecimento é uma passagem, um fluxo de percepções  que são apropriados pela consciência do receptor. É um caminho pessoal e diferenciado para cada individuo.

Cognição –  conjunto dos processos mentais subjetivos e individualozados atuando  quando da  aquisição de  conhecimento a partir de um estimo perceptivo;  relaciona-se  às características funcionais e estruturais da representação de um saber, um objeto, um procedimento, um fato ou uma ideias. A cognição finalizando em um um  ato de conhecimento, representa as atividades relacionadas  como  atenção, julgamento do valor, percepção, pensamento e memória. Um enfoque cognitivista considera a  mente humana  como um sistema de estruturado de informação, um estoque de informação organizado. A entrada de nova informação é analisada pela mente do receptor, quando significados são evocados e comparados na memória, e se processa a confirmação de um conhecimento já existente, a modificação de um  conhecimento já  existente ou a aceitação da informação como novo conhecimento. Em qualquer caso cumpre-se uma cerimônia da informação operando intencionalmente sobre a privacidade fundamental do receptor podendo ou não gerar o conhecimento. (Guilford,J.P. , Three Faces of Intellect: cognition, information processing, Americam Psychologist, v. 14 , n. 8, 1959.)

Ciência da informação – A ciência da informação se preocupa e se ocupa com os princípios teóricos e as práticas da criação, organização e distribuição da informação. Estuda a sua distribuição, quando feita através de uma variedade de estruturas e por meio de um grande número de fluxos.  Sua evolução se inicia na sua criação e vai até a sua utilização. A ciência da Informação mostra a sua essência quando uma linguagem no pensamento de um emissor atinge uma linguagem de inscrição que é pública e está formatada em uma estrutura  passível de apropriação por receptores tendo com destino final gerar conhecimento ao indivíduo ou em seu grupo. O propósito  da ciência da informação é o de conhecer e fazer acontecer o sutil fenômeno de percepção da informação pela consciência, interiorização que direciona ao conhecimento do objeto percebido. A Essência do fenômeno da informação é esta sua  intencionalidade final.

Transferência da informação – Os processos de transferência que realizam a intencionalidade do fenômeno, não almejam somente uma passagem. Ao atingir o público a que se destina devem promover uma alteração em seu estado de saber acumulado; aqueles que recebem e podem elaborar a informação estão expostos a um processo de desenvolvimento, que permite ir a um estágio qualitativamente superior, nas diferentes gradações da sua condição humana.

Na área de comunicação social o gerador é na maioria das vezes uma instituição ou um grupo e o receptor é um grande aglomerado de gente, uma  “massa”, o público, um todo que se quer homogêneo, não diferenciado: uma inteligência dita coletiva.  Existe na comunicação uma relação de impessoalidade entre os atores do início e do fim da cadeia de eventos. A mensagem é uma decorrência do canal e quando colocada em uma ponta fatalmente vai sair na outra para ser assimilada ou não pelo receptor isso não importa na racionalidade dos meios.

Conhecimento Tácito: a existência  de uma estrutura de informação, seja ela oral, textual, sonora ou imagética ou digital e a sua apropriação pelo receptor precedem o conhecimento subjetivo; isto é uma conclusão lógica do estado da arte da CI e da cognição; assim é uma conclusão lógica que o  conhecimento dito tácito  inexiste fora da crença.  Tal  conhecimento é dito existir inato no indivíduo. É algo que prescinde e precede uma estrutura de informação e uma apropriação pelo receptor, pois se acredita congênito e  não se exprime explicitamente  por palavras nem pode  ser evidenciado ou manifestado em um formato. E’ algo  que de algum modo se deduz,  pois  esta’ no mundo do secreto e das crenças ocultas.  Um conhecimento tácito só pode ser criado se formatado, fora da crença;  se o indivíduo que o possui puder inscrevê-lo primeiro em  uma estrutura de informação de qualquer tipo com qualquer código, para então, possibilitar sua  transferência e apropriação por outros seres humanos que compartilham o mesmo universo semântico.

Jogo da informação  Neste jogo  ha’ uma troca de enunciados em um constante dialogo e com regras claramente estabelecidas. Este jogo se processa entre o enunciador que quer informar e o outro sujeito que quer  ser informado. Este jogo pode assumir  uma característica oral de um diálogo entre os dois com constante troca de enunciados ou  pode acontecer quando o enunciador se ausenta e se faz representar por uma escrita. Outras regras, então, surgem no jogo: há que haver um código comum, há que haver uma condição psicológica para  os jogadores estabeleçam contato e o manter este contato, etc.. Dai o jogo segue da mesma forma o emissor jogou os enunciados em uma ou mais escritas e o jogador receptor troca  enunciados com a coisa escrita, com a finalidade de se apropriar de um ou todos os enunciados do emissor. O jogo pode se estabelecer entre 2 pessoas ou entre muitas pessoas em uma rede de informação.

Pesquisa – Entendemos ainda que uma pesquisa é um processo orientado para expandir as fronteiras do conhecimento; representa uma investigação ordenada e original que é coerente com uma linha de pensamento conceitual e teórica; segue em sua intenção de mostrar evidências um método racional de ação e  experimentação e tem  sempre a intenção de descobrir novas informações ou desenvolver novos processos de transformação para produtos e serviços É o primeiro momento de um processo dialético, onde se expõe uma nova proposição. É uma afirmação teórica, com possíveis aplicações práticas ou conceituais sobre particularidades do objeto de estudo, que não existia antes da pesquisa e que necessita ser evidenciada. É uma preocupação que existe desde muito tempo e sempre recorrente na mente do estudioso que, deve ser estar na sua produção bibliográfica e suas participações em reuniões de pesquisa.

Ao se tratar e de um estudo para mapear e levantar dados para a elaboração de um compêndio destinado listar palavras para aplicações de organização de estoques de informação é somente um estudo sem visar esclarecer qualquer dúvida. Estes instrumentais em si já são efetuados, com a mesma metodologia e racionalidade há quarenta anos dentro da área de ciência da informação.

Não existe, assim no projeto, em seus objetivos ou metas a alcançar,  um conhecimento novo a ser gerado pela coisa  a ser pesquisada. Não existe uma elaboração ou reflexão que  possibilite a geração de um saber novo que se adicione ao campo do conhecimento. O projeto não se define como uma  pesquisa, como sendo um processo de construção do conhecimento que tem como suas metas principais gerar novos saberes e/ou corroborar ou refutar algum conhecimento pré-existente.

Uma pesquisa representa um conjunto de elaborações racionais configuradas em uma sucessão de eventos ordenado e que objetivam solucionar uma dúvida, não solucionada antes. Podemos, assim,  diferenciar um estudo de uma pesquisa: o estudo não objetiva, necessariamente, a solução de qualquer problema; é uma atividade sem a busca de reflexão para respostas novas  e que ao serem criadas ampliem um conhecimento existente. Este é o caráter do presente projeto: um estudo de mapeamento e uma coleta organizada de dados,  para atender a uma finalidade de ação prática, mas que  não se justifica como uma pesquisa científica ou tecnológica

Relevante : tudo aquilo que possui a condição de utilidade, que é a qualidade das coisas materiais e imateriais em satisfazer nossas necessidades. Valor de uso.

Prioridade : qualidade do que está ou deve vir em primeiro lugar em determinada circunstância; o que antecede aos outros em tempo, lugar, serie ou classe quando da prática de alguma coisa. Valor circunstancial de uso.

esfera privada Entretanto, o que para o lingüista e para o comunicador pode parecer tecnicamente explicável, este ritual de passagem de uma estrutura de informação do gerador ao receptor é em termos existenciais  um acontecimento admirável, pois se relaciona à solidão fundamental[i] do ser humano. Por solidão fundamental não se quer expressar o estar solitário nos espaços de convivência, mas a condição do sujeito em relação a sua privacidade, dentro de sua esfera privada, uma condição humana  essencial:  uma  experiência que é vivenciada no âmago da mais interior privacidade do sujeito pensante. A experiência vivenciada por mim é só minha e de mais ninguém, enquanto em minha esfera privada..

O viver da minha vida pensante se projeta na minha mais recôndita privacidade. Esta é a solidão fundamental de todos aqueles que criam conteúdos simbólicos. Esta produção, que se realiza com a ajuda de um sistema de códigos, procura relatar a consciência vivenciada do sujeito privado para outras pessoas, transferir a experiência experimentada da esfera privada da criação individual para a esfera pública da significação coletiva.

Todo ato de geração de conteúdo simbólico é  um ritual de solidão fundamental que se realiza na esfera privada.

A esfera pública é um conceito e lugar que  transcende um espaço geográfico, vai além das praças, cafés, reuniões,  congressos ou narrativas disponibilizadas para conhecimento em qualquer formato .

A esfera pública  se configura  como qualquer ambiente real ou virtual onde o pensamento, a criação, a narrativa de  fatos  gerados pelo individuo privado se coloca disponível aos demais

Habitantes daquele  contexto. Está destinado ao povo, à coletividade para ser notório e se realizar em presença de testemunhas.

A cibercultura e a modificação da escrita em formato digital com seus estoques eletrônicos em rede modificou a conformação da esfera pública, levando seus limites a fronteiras antes impensáveis. Contudo, esta nova conformação da esfera pública,  quase sem limites não atinge a integridade da esfera privada do individuo, que permanece conceitualmente intocada pelas tecnologias intensas de informação e comunicação.

Hipóteses de trabalho: Entendemos, aqui, estas hipóteses como suposições que orientam a investigação por antecipar características intuitivamente prováveis do objeto investigado. Elas valem, então, como princípios de apoio para colocação de suposições que se admitem de modo provisório e  pelo qual podemos deduzir um conjunto  de proposições que procuraremos evidenciar com a pesquisa proposta.

Efeito Bush-Mendel – Desde 1945 Vannevar Bush tinha grande temor ao excesso de  informação causado pelo seu  volume  liberado no pós-guerra; escreveu sobre isso no periódico “Atlantic Mounthy”, em um artigo denominado “As we may think” e  exemplificava esta falta de gestão e controle com o caso das Leis da Genética de Gregor Mendel (1822-1884)  que ficaram perdidas por uma geração devido a  esta abundância de documentos sem controle

Texto linear: Como será a interiorização subjetiva destes conteúdos digitais  em comparação com a assimilação  pela escrita linear que percorre o significado  seguindo um destino de  uma linha reta; sem desvios,  direto ao um final estruturalmente requerido.

PROPRIEDADE  DO CONHECIMENTO A interação em tempo real dos arquivos em fluxo da Internet  tem questionado o caráter alfabético e linear do documento texto. O computador permite uma liberdade  de lidar com o texto livre das amarras da composição e da interpretação na estrutura linear do texto finito. O código lingüístico comum permanece como base das estruturas de informação, como um elemento sistemático e compulsório dentro de uma comunidade lingüística  ou de informação. Mas as narrativas são contingentes dai  sua existência ser uma geração que se processa  em  dimensão de aceitação do usuário.

Hoje com a Internet e seus estoques eletrônicos em fluxo temos que reconhecer a existência de dois tipos de artefatos de informação em sua relação ao tempo e ao espaço de sua criação e autoria:

Artefatos de informação fechados

São objetos de informação  que se encontram  explicitamente formatados e finalizados, por razões das características de sua estrutura ou  por uma necessidade de integridade de seu formato.  Seu conteúdo  não pode e nem deve ser alterado após sua finalização. O  seu valor de uso e  a sua relevância,  podem ser explicitados para cada usuário; a  utilidade da informação para o receptor pode ser elaborada. São exemplos deste  tipo de objetos:  livros, CDs, DVDs, artigos de periódicos impressos, imagens acabadas, documentos históricos , legais ou contratuais, etc ..

Não é a forma que determina a sua completeza, mas a impossibilidade de interatuação com o documento após sua finalização.

Artefatos informação abertos

São objetos de informação que estão: ou em se fazendo ou que, apesar de acabados, podem ter seu conteúdo modificado continuamente  o que é permitido devido a um sucessivo diálogo do gerador consigo mesmo ou pela participação permitida e espontânea dos seus vários usuários-geradores. Aqui o documento de informação se encontra por motivos da  interatuação em continua formação.

O valor de uso é  circunstancial , pois a utilidade da informação para o receptor está referenciada a um determinado momento do tempo.  A relevância  varia em relação as circunstâncias em que se encontra a qualidade da geração ou da recepção da informação em um determinado momento. Exemplos deste tipo de objeto seriam os artigos de  periódicos online e  interativos, textos de listas de discussão, os documentos em hipertexto abertos, etc.

Para a informação ou seu estoque  em fluxo não basta,  existir uma transmissão de informação, é preciso  existir um dialogo interativo entre geradores e receptores com afinidade nos objetivos e na qualidade do objeto em construção.

Este novo aspecto da informação traz certamente problemas para a determinação dos direitos de propriedade que  está em  nossa legislação como* :

” … são obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte ”

A propriedade intelectual de uma informação que se encontra  em se fazendo e em um suporte digital, com interatividade na sua construção e  diversos geradores interatuando,  dependerá de se estabelecer através de um código de convivência e trocas uma condição de utilidade circunstancial para o usuário; seria, então, atribuída  à informação um valor circunstancial de uso, de acordo com seu estado ou condição em determinado momento. Restará determinar no final de quem é a propriedade da coisa toda.

   As novas tecnologias da informação e da comunicação – quando significando o conjunto de tecnologias relacionadas a Internet, a web, a base digital única, o teleprocessamento e microeletrônica. É uma lenda; uma expressão envelhecida e errada, pois as tais novas tecnologias tem quase 20 anos e são uma já velha tecnologia. A própria interface web vai para sua terceira versão. O que.contudo, não impede que outras novas tecnologias da informação surjam a cada seis meses.

Conhecimento Tácito: é um mito. A existência  de uma de base de informação, seja ela oral, textual, digital,  sonora ou imagética e a sua apropriação por um receptor precedem o conhecimento subjetivo; isto é uma conclusão coerente do estado da arte da ciência da informação; acredita-se que o  conhecimento  tácito existe inato no indivíduo. É algo que prescinde e precede uma estrutura de informação e uma apropriação pelo receptor, pois se acredita congênito e  não se exprime explicitamente  por palavras nem pode  ser evidenciado ou manifestado em um formato inscrito.

E’ algo  que de algum modo se deduz,  pois  esta’ no mundo do secreto e das crenças. O conhecimento  tácito  inexiste fora da crença. Um conhecimento só pode ser criado se formatado, fora da crença  e se o indivíduo que o possui tenha condições de inscrevê-lo primeiro em  uma estrutura de informação de qualquer tipo com qualquer código, para então, possibilitar sua  transferência e apropriação por outros seres humanos que compartilham o mesmo universo semântico.

” Gestão do conhecimento – Mito. Conceitos como os de “gestão do conhecimento”, “base de dados de conhecimento” são um modismo  aceitável na simplicidade do pensamento das notas leves da mídia, mais inaceitável na academia,  principalmente no campo que teoriza sobre este assunto, pois entendemos tratar-se  de uma falha conceitual e uma impossibilidade teórica. O conhecimento acontece unicamente na consciência do receptor;  é subjetivo e único para cada pessoa.

Para que o conhecimento opere é necessária uma transferência da informação para a realidade dos receptores. Nesse momento nada é menos homogêneo que a informação, pois nada é mais subjetivo, particular, privado e individual que, a assimilação de uma informação pelo receptor. Na solidão da assimilação o receptor é uno e a apropriação da informação é dele, de mais ninguém. É este o lugar do conhecimento.

”        Adicionar valor a informação –  Lenda. Pelas  características de individualidade e subjetividade  da informação recebida só quem pode adicionar valor a uma peça de informação é o receptor. Os gerentes dos estoques podem adicionar custo a informação para torná-la mais adequada e acessível aos receptores.  O mercado de informação, se existe,  é atormentado pela relação preço – valor.

“Mercadoria” informação possui diferente valor para diferentes consumidores. Configurar um preço de equilíbrio é quase impossível, pois o preço pode estar muito abaixo ou muito acima do valor que, diferentes usuários lhe atribuem.  Por razõão semelhante a informação também, não é um insumo ou um fator de produção; por definição todo fator de produção perde suas características, desaparece, no processo de produção  para surgir o novo produto. Isto é claro não acontece com a informação. As meadas de algodão, por exemplo, desaparecem na fabricação do casaco.  O que não quer dizer, porém, que não existe informação agregada ao processo de transformação, no nosso exemplo desde a plantação até a colheita e processamento do algodão.

”   A comunicação da Informação –  Lenda. Na comunicação da informação o gerador é na maioria das vezes uma instituição ou um grupo e o receptor é um grande aglomerado de gente, uma  “massa”, o público, um todo que se quer homogêneo, não diferenciado.  Existe uma relação de impessoalidade entre os atores do início e do fim da cadeia de eventos.

A mensagem de comunicação é uma decorrência do canal que a comunica e quando colocada em uma ponta fatalmente vai sair na outra para ser assimilada ou não.  A comunicação trata com a notícia, o recado verbal ou escrito, do fato ou idéia provocador por uma  ruptura na aflição do passar o tempo. A mensagem deve ser transmitida, rapidamente, depois do acontecido, na quebra do cotidiano.

A ciência da Informação caracteriza o seu gerador, nomeia seu autor;  estuda as necessidades do receptor e faz seu perfil,  este usuário  pode ser somente um indivíduo ou um grupo com afetividade orgânica de interesses informacionais. A ciência da informação estuda o canal mais adequado, para melhor entregar  a informação com base na natureza da sua narrativa.

A ciência da informação distribui, dissemina, transfere  uma informação heterogênea para usuários heterogêneos.

”  Inteligência competitiva – Mito por conceitos em má companhia. Conceitos como inteligência,  conhecimento, percepção, competição, se juntam a outrs inventados para ficar em má companhia ou  para atender a interesse da moda ou do marketing de atração e da novidade. No mundo do espetáculo podem ser combinações, sem maldade,  para renomear o antigo e  torná-lo mais atrativo.

Se informação quer fazer o homem mais livre e iluminado para uma convivência adequada;  se a inteligência indica acordo, harmonia, entendimento recíproco na articulação de significados;  e se a competição envolve uma busca simultânea, de dois ou mais indivíduos, por uma maior e melhor vantagem individual, então  a reunião dos três conceitos estabelece briga ideológica.

”  Inteligência coletiva – Mito. Com a Internet foi prestigiada a ideia de que, na busca do conhecimento, o pensamento e o espaço coletivo predominam  sobre a individualidade da inteligência. O espaço do conhecimento público agrega inteligências individuais, privadas. Estes espaços, ou redes,  unem fragmentos que podem se alinhavar em um mosaico para se intuir um significado novo e criativo. Mas não pode ser homogeneizado.

Não se deve confundir a informação que circula  neste estado coletivo com uma massa homogênea e uniforme fruto da reunião de muitas inteligências em consciências individuais. O escritor Pierre Lévy que cunhou o termo Inteligência Coletiva escreve logo no início do seu livro do mesmo nome: ” Como deve ter ficado claro a  inteligência coletiva não é um objeto cognitivo. A inteligência deve ser aqui entendida  como a expressão trabalhar em perfeito acordo ou no sentido que tem quando se fala em entendimento com o inimigo.”

‘’  Epistemologia da  área de informação – Uma lenda. A epistemologia, também chamada teoria do conhecimento, é o ramo da filosofia interessado na investigação da natureza, fontes e validade do conhecimento de uma área. A informação e’ presa de suas técnicas mutáveis a cada seis meses. A validade , a fonte e o próprio conhecimento da área se modificam continuamente ao sabor da tecnologia, É difícil falar em um corpo de conhecimentos  coerentemente , solidificados e permanente na área de informação. Seria mais adequado tratar-se de sua historiografia.

As colocações que colocamos acima existem no entendimento deste autor e não significa que sejam aceitas ou compartilhadas na área de informação.

Datatagranazero – Gramme – Uma escritura é denunciada pelo “grammé”, que é o traço de uma escrita com

intenção em se aproximar da oralidade pelas suas condições de apresentar

na mesma base uma possibilidade de explanação visual, gestual, figural,

musical, verbal. A escritura quando hipertextual é de alguma forma,

externa à linguagem, pois agrega outros sentidos ao entendimento e não se

prende unicamente ao código como na visão linear do texto de enunciação

continua e estática, destinada pelo seu formato a um fim espacial.

O traço de uma escrita ou o grammé, como o chama Derrida,vem do grego

gramma, letra, escritura, não é uma substância presente aqui e agora (não

se pode ver, sentir ou ouvir diferença): o traço da escrita é a diferença,

isto é, diferença espacial e diferença temporal (uma adiamento do

significado

Em Informática DATAGRAMA é uma entidade de dados, auto-contida, que possui

suficiente informação para ser conduzida do computador de origem ao

destino.

DATAGRAMAS  são unidades de

dados que se recebe quando você faz o download de um arquivo. O primeiro

destes blocos de de dados vem com informações sobre os blocos subsequentes

, sua estuturação,tamanho, origem, etc.  e se chama DATAGRAMERO.

ESTOQUES  Falamos de estoques de informação como o conjunto estático de itens de informação que estão agregados segundo critérios de interesse de uma comunidade de receptores potenciais. São dados em uma memória  hospedada seja está em dispositivo convencional ou em um sistema digital; estes dados são inseridos no estoque com a intenção de uma posterior recuperação, distribuição e  utilização. Falamos de fluxos de informação quando nos referimos ao seguimento, sequência, sucessão, de eventos, dinamicamente produzidos, para engendrar um encadeamento  dos acontecimentos direcionados a um fim específico. (Aldo de A Barreto)

Acervo é o conteúdo de uma coleção de documentos privada ou pública, podendo ser de caráter bibliográfico, artístico, fotográfico, científico, histórico, documental, misto ou qualquer outro. Tanto os acervos públicos como os privados podem estar ainda desorganizados, ou já institucionalizados e sistematizados em museus ou sob outras formas de organização. (wikipedia)

Uma área interdisciplinar, não pode simplesmente transpor teorias e conceitos emprestados de outro campo ou área de conhecimento para área de, por exemplo, de ciência da informação.

Este transporte de ideias, métodos, do pensar em si tem que respeitar as características existentes e manifestas da área de ciência da informação, do objeto informação em si, com toda as suas condições, características e singularidades.

Há que respeitar, também, os estatutos acadêmicos e reconhecer clara e explicitamente á area de onde os conhecimentos foram originados criando um desejável respeito mútuo.  Se utilizo a teoria dos fractais no processo de recuperação da informação, não posso nomear a dita teoria como uma área da ciência da informação porque meu projeto deu certo. O empréstimo não denota uma propriedade do conhecimento por apropriação dúbia. A interdisciplina – observância partilhada de preceitos e normas acadêmicas e legais – não se constrói na indisciplina, que  é o caminho rápido da desordem.

Assim, toda uma argumentação deve ser construída para, mostrar as qualidades e a viabilidade desta transferência de conhecimento que, precisa estar clara e convincente.  Deve estar ,ainda,  detalhadamente  explicito e explicado como este pensar estrangeiro  se insere  ao mundo da ciência da informação, assim como o campo e a área da origem, da propriedade pelo deste conhecimento.

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