As profecias sobre a web

O tempo esta passando tão depressa que parece até que o tempo tem cada vez menos tempo para passar. A velocidade das nossas transações correntes apressadas pela web é a principal razão para isso. A informação que pautava nossa vida vinha no compasso do navio ou do cavalo. O Brasil foi um país comunicação tardia pela sua condição de colônia além-mar. Só quando o deslocar da família real portuguesa de Lisboa para o Brasil em 1808 apareceu como apêndice a Imprensa Regia viajando de navio de nome “Medusa” aquela senhora que tem cobras na cabeça. Dizem as línguas mais aguçadas ser esta a razão dos que gostam de escrever terem aversão a espelhos.

Na vagarosidade de 1808, Hipólito José da Costa imprimia na Inglaterra o “Correio Brasiliense” e cada edição despachada de navio para o Brasil chegava com as últimas notícias três meses após a impressão e saída da Europa. Eram conteúdos tardios, pois, ao chegar as temáticas eram outras. No Brasil do início do século passado a informação chegava primeiro às grandes fazendas e depois era ia se adentrando ao interior no lombo de cavalos e burros.

Mas, no tom de Cassandra um jornal do Rio em 18 de julho de 2011, hoje, anuncia o fim do email e do encantamento da web pelas redes sociais ofuscando a tecnologia da Internet. Alguns especialistas em tecnologia, como Tim Berners-Lee, o inventor da World Wide Web alegam que isso carece de sentido, pois a Web 2.0 utiliza muitos componentes tecnológicos criados até antes mesmo do surgimento da web. Afirmam também que trata-se de uma jogada de marketing pois não houve qualquer mudança tecnológica com a web 2.0, houve sim uma mudança de foco.

Esta mudança de foco na modificação da web das redes sociais é baseada na confiança do usuário. Um modelo de uma Internet operando com uma plataforma de confiança baseado na interação de grupos de interesse comum. Uma condição para o amanhã poderá ser, por exemplo, uma nova rede de comunicação global, com conjuntos de confiança locais. Mas, desconfiança na rede se alavanca com o crescimento da vigilância e a falta de privacidade. Contudo, existe forte conscientização dos seus usuários de que a Internet pertencente a todos e não aos donos de sites de convivência.

O primeiro serviço organizado de entrega de documentos escritos que se tem notícia remonta a 2400 anos antes de Cristo no Antigo Egito. É a primeira notificação do correio postal. O email é uma troca de correspondência que em nada coincide com a exuberância das permutas informacionais em convivência. É uma mensagem intencional, dirigida com destino certo e até mesmo documental. Substitui em alguns casos o correio postal que, alias, continua muito ativo. Quem diz que o email vai acabar por causa das redes sociais desconhece o assunto Internet e quando se propõe a escrever para o público deveria antes olhar e de frente para aquela a senhora de cabelos serpenteados.

Escrever sobre acabamentos dá notícia. Em 1930, Freud falou em “O mal-estar na civilização” que o homem estava se tornando um deus prótese, com todas as extensões criadas ­ e por criar ­ pela cultura e pela ciência, mas sem com isso se sentir mais feliz. Naquela mesma década Hitler se tornava uma ameaça mundial, Orson Welles radiodifundia o cataclismo pela guerra dos mundos e um samba de Assis Valente de 1938 na voz de Carmem Miranda, ironizava o apocalipse não concretizado:

“Anunciaram e garantiram/ que o mundo ia se acabar/ Por causa disso/ Minha gente lá de casa/ Começou a rezar”.

Vivemos, ainda, em espelho do século passado. Em seu balanço do “Breve século XX”, o historiador Eric Hobsbawm diz que não houve século tão penetrado pelas ciências e que tenha ao mesmo tempo se sentido tão pouco à vontade com elas. Não houve avanço técnico nesse campo que não fosse acompanhado de uma pincelada pessimista e sombria sobre o futuro.

O futuro se faz presente nas aplicações mais recentes do conhecimento científico, como a web 3.0, quando haverá uma mudança técnica, a biologia sintética, as nanotecnologias e o aquecimento global. Como disse Pierre Auger, em relação à física, o feiticeiro poderoso parece fadado a não passar de um aprendiz intimidado diante das consequências de seus atos.

AAB

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Fonte: http://www.oei.es/divulgacioncientifica/reportajes_030.htm

E o mundo não se acabou …..

http://www.mpbnet.com.br/musicos/assis.valente/letras/e_o_mundo_nao_se_acabou.htm   [letra]

http://www.youtube.com/watch?v=5GxA4Elbx80&feature=fvsr          [musica]

Pierre Victor Auger foi um físico francês que trabalhou no campo da física atômica, física nuclear e sobre os raios cósmicos.

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