O desenvolvimento sustentável e o desenvolvimento do setor de informação.

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Pesquisas em desenvolvimento sustentável quando são preparadas usando sobre informação em ciência e tecnologia quase nunca indicam esta participação  no conteúdo  de  sua metodologia. Utilizam processos, aplicações e técnicas do campo da informação  como um insumo que não merece ser relacionado ou relatado.

A ONU   reconhece a importância dos  conteúdos de informação no  progresso sustentável, mas tem havido muito pouca reflexão e literatura sobre a questão da informação como parte do avanço social e econômico.  As próprias áreas de informação ficam incertas quanto a esta relação e poucos falam disso em sala de aula e em suas pesquisas.  Os programas econômicos e sociais indicam , com frequência a participação da internet e redes sociais em seus estudos,  pelo apelo a  moda,  mas esquecem de que a rede é um grande estoque de informação em fluxo e foram usadas para retirada de informação.

Um problema básico é a dificuldade de associar conceitos, altamente fluidos,  como os de informação, sociedade da informação  com a  ideia, também complexa , de desenvolvimento. Não existe um arcabouço e  uma articulação que coloquem os estoques e os fluxos de informação como  participantes no  processo de desenvolvimento,  o que  seria importante para o status da área de informação.  A participação da área não é, também, devidamente explicitada nos documentos de políticas públicas de desenvolvimento sustentável.

Qualquer pessoa envolvida com a área está ciente, de que o seu conceito de informação é  “indisciplinado”  e pode atrapalhar esta interação.  Trabalhando na área por muitos anos pude observar que não há consenso sobre um conjunto mínimo de conhecimentos que formariam uma base conceitual e teórica da área.  Cada  tese de doutorado, que presenciei,  no campo da  informação estruturou para sua explanação um arcabouço teórico e conceitual proprio, muitas vezes,  apoiado em qualidades teóricas e metodológicas de outras áreas do conhecimento.  Esta colcha de retalhos vai formando uma colagem de conceitos rebeldes, pois a área quer ser explanada  em uma condição interdisciplinar.

Os  conceitos existentes e  a prática da área  são fracos para detalhar e  harmonizar a sua  participação nos estudos de desenvolvimento, sempre voltados para um forte viés econômico e social.

Aldo de A Barreto

Revisto em fevereiro de 2014

(revisto em setembro de 2013)

Este assunto está expandido no artigo de Jan Nolin da Swedish School of Information Science  “Sustainable information and information science” que merece ser lido :     http://informationr.net/ir/15-2/paper431.html 

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