O JOVEM SERÁ O GUARDIÃO DA NOVA CULTURA DIGITAL

Henry Jenkins diz que jovens lideram a atual mudança de mídias e critica a atuação retrógrada de pais e escolas que procuram negar esta liderança. Autor de “Cultura da convergência” (Editora Aleph) é um dos pensadores do impacto das novas tecnologias na nossa vida. Estando no Brasil o escritor americano fala sobre as diferenças entre os jovens de 2000 e os de 2010.

Estamos no meio de um período profundo e prolongado de transição de mídias, que está inspirando mudanças em todos os níveis econômico, social, cultural, político, legal da nossa vida. O ritmo, isto é a taxa, da mudança não diminuirá nos próximos anos e tem sido capitaneada pela população de jovens da sociedade.

Os mais novos são sempre os primeiros a se adaptar às tecnologias e práticas culturais emergentes. Buscam com isso um estabelecer um lugar privilegiado para exercer a sua vivência privilegiada pela liberdade e criatividade. São eles que estão personificando a mudança das mídias e serão, portanto, os guardiões da maioria das novas práticas culturais. Na medida em que isso acontece vão criando marcas no estilo do dialogo, da escrita da leitura das escrituras fazendo com estas correspondam a sua identidade. A juventude de hoje vai liderar o mundo daqui a dez anos quando irá pautar o modo de informação e seus fluxos.

Os adolescentes se apropriam de música, texto e imagens através de suas próprias plataformas de mercado. Este gosto por uma nova liberdade de acesso é um indicador chave da sua identidade cultural e social. Eles usam diferentes redes sociais e se comunicam com seus amigos através de mensagens digitais. Dentre seus espaços de convivência, a escola tem sido um impasse, pois a instituição nem sempre entende que o uso de seus gadgets de comunicação é um objetivo da juventude que não se quer cerceada por muros. O domínio dos artefatos digitais de troca de informação os transforma em alienígenas não focados para alguns mestres.

A conectividade linkada a um outro em si representa uma forma de amizade não importando onde se esta no planeta. É possível formar laços sociais com pessoas que você pode nunca venha a conhecer cara a cara o que é uma inovação de uma socialização em ambiência digital. (Fonte; texto de Bruno Porto no suplemento Megazine do jornal O Globo de 25/05/2010).

Nossa Nota:

Habituados desde criança ao conteúdo digital e à comunicação instantânea os jovens que nasceram depois de 1990 desenvolveram em seus cérebros uma condição de reflexão diferente da de seus pais e avós. (alguns em negação e outros em pânico).

A exposição contínua com a tecnologia intensa presente em computadores, smartphones e videogames, redes sociais online religa neurotransmissores e provoca alterações nas células cerebrais. Novas conexões neurais são formadas. Esse processo está transformando o cérebro jovem num ritmo sem precedentes. As configurações da consciência ficam alteradas nas atividades de perceber, pensar, executar tarefas, decidir e criar. Um filho não pensa mais igual ao pai, não só pela diferença temporal entre os dois, mas por condições de sua estrutura mental.

Como serão, então, entendidos os enunciados de amanhã? Estamos todos preparados para lidar com estas narrativas usando as rotinas atuais e tradicionais do trato com a informação. A questão é: como acontecerá a apropriação da informação e a geração do conhecimento em um cenário onde a consciência humana já tenha e os sentidos condicionados pelo formato digital dos textos. Algumas pessoas estão mais preparadas que outras para uma interiorização da informação digital? Será esta a maior e mais forte maneira de exclusão informacional.

O futuro está na informação digital e nós, os nãos adolescentes, podemos estar passando longe deste futuro por opção ou capacidade de uma morfologia mental. Estas preocupações, contudo, não parecem ter chegado até as redes de conivência com o passado. Para alguns, os atos de informação são os mesmos de uma juventude já há muito ida. As pessoas de amanhã já começam a traçar as condições de aprendizado informacional definindo uma nova cultura de conteúdos e das mídias. Isto é muito mais que tecnologia de informação é uma mudança cultural que esta fora do alcance de nossas velhas mãos.

Ver:
We are de youth gone wild – rede de adolescentes da Islândia

http://ololinda.tumblr.com/
http://slightlyamusing.tumblr.com

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