Indicadores de Ciência e Tecnologia e Inovação

A Secretaria Executiva do Ministério da Ciência e Tecnologia re estabeleceu em 2006 uma Comissão Permanente de Indicadores de Ciência e Tecnologia que assessora o ministério em mecanismos de coleta e análise de dados nacionais de ciência e tecnologia . Uma decisão sobre esta questão foi publicada no Diário Oficial da União de 20/2/2006.

A então comissão criada em 2003, queria assessorar o MCT no desenvolvimento e aperfeiçoamento dos indicadores, métodos e mecanismos de coleta, análise e divulgação dos dados nacionais de ciência e tecnologia.

A portaria do MCT de 2006 aumenta o número de membros da comissão e designa a Coordenação-Geral de Indicadores, da Secretaria Executiva do MCT, para coordenar e apoiar as reuniões. (Fonte – agência Fapesp em 22/02/2006) O Ibict participava da Comissão 2006 e pode apresentar a sua experiência ao longo de 36 anos de vivência com o assunto de Indicadores em C&T.

A preocupação com estatísticas do setor de informação em ciência e tecnologia teve início no Ibict a partir de 1974, com a consultoria dada ao então IBBD pelo professor Frank Richard Pfepsch (se pronuncia Féti), da Universidade de Hildelberg na Alemanha , enviado ao Brasil pela Unesco para sugerir um sistema de estatística para ciência e tecnologia.

A preocupação da Unesco certamente estava influenciada pela publicação, em 1972, do Science Indicators, produzido pelo National Science Board, dos Estados Unidos, e a sua utilização como instrumento vital de planejamento cientifico e tecnológico. A missão do professor Pfepsch para instituir indicadores no Brasil , contudo, não produziu a conscientização necessária para que sua proposta fosse desenvolvida.

Os estudos de levantamento de indicadores, em ciência e tecnologia, voltariam a se manifestar, no IBICT em 1978, com a criação, naquela casa de uma Divisão de Estudos e Projetos para cuidar principalmente de um Projeto Institucional para Indicadores que foi liderado com assessoria do professor Wilfrid Lancaster, da Universidade de IlIinois, USA , que esteve no Brasil por cerca de 6 vezes deixando farto material sobre o assunto.

O professor Lancaster produziu um documento discriminando os indicadores e um plano para coleta de dados. Foi elaborado um teste piloto para formar um grupo de indicadores e os resultados foram apresentados ao IBICT em 1979, em quatro relatórios de final da consultoria de pesquisa.

Indicava, então, o Professor americano a necessidade de se caracterizar a infra-estrutura das atividades de informação científica e tecnológica, como sendo uma necessidade básica para a formulação de planos, projetos e de políticas para o setor. Os estudos de Lancaster pretendiam fornecer dados e informações sobre:

1 – fontes geradoras de informação científica e tecnológica no País;
2 – consumidores, efetivos e potenciais de informação científica e tecnológica no País;

Foram desenvolvidos seis grupos de indicadores, cada um deles desdobrados em vária medidas específicas:

1 – Indicadores das Atividades em Pesquisa e Desenvolvimento
2 – Indicadores das Publicações Primárias
3 – Indicadores da Cobertura em Publicações Secundárias
4 – Indicadores da Distribuição Secundária
5 – Indicadores de Assimilação da Informação
6 – Indicadores de Transferência de Tecnologia e Inovação

Como os relatórios de planejamento e implantação foram realizados em 1970 a Internet , seus arquivos e fluxos não foram incluídos mas de qualquer forma o projeto nunca foi implantado. O impasse que se repetia é que não haviam serie significativas de estatísticas primárias já coletadas pelo orgão próprio para este serviço. Estes dados teriam que ser coletados.

Estatisticas primárias são definidas como dados iniciais de uma atividade (setor) adquiridos pela contagem em campo e obtidos a partir de respostas a questionários colocados diretamente em organizações e com os cidadãos sobre um tópico específico. Já indicadores são informações elaboradas a partir destas estatísticas primárias geralmente, pela agregação ou seu relacionamento. Só existem com validade se apoiado em dados corretamente coletados de forma primária.

Em continuação a história da coisa um novo consultor da Unesco, foi indicado e operou junto ao IBICT durante os anos de 1982,1983 e 1984, apresentando uma proposta para criação do Sistema de Informação Sobre o Setor de Informação chamado de Projeto SISSI (Memoria Técnica do IBICT; MT/0606 ) compreensivo e de elaboração dedicada um farto material foi deixado pelo consultor mas o projeto, também, não foi implantado.

Finalmente, em 1986 começou a ser desenvolvido no Ibict, uma nova consultoria com consultor internacional Projeto SISCT – Sistema de Informação sobre o Setor de Informação em Ciência e Tecnologia ( Memoria Tecnica do IBICT ; MT/0586 ) As experiências passadas foram analisadas, mas este projeto também findou sem resultados.

Basicamente a não realização dos projetos tinham a mesma razão. Como se configurou acima não existiam estatísticas primarias e o elevado custo de coletar Institucionalmente estes dados e de sua manutenção em bases anuais impedia sua realização.

Notas:

1 – O histórico dos Projetos de Indicadores foi publicado como O Conhecimento do Setor de Informação na Revista De Biblioteconomia de Brasilia, volume 16, n° 1, ano 1988 página 55.

Esta postagem foi realizada em primeira vez em 22 Feb 2006.

AAB

2 comentários em “Indicadores de Ciência e Tecnologia e Inovação

  1. Caro Aldo Barreto,

    É possível inscrever-me como leitor do seu blog? Cordialmente vbastos

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